Doença crônica de suscetibilidade genética com forte influência ambiental com diversos mecanismos metabólicos alterados favorecendo um balanço metabólico positivo e ganho de peso.
A doença pode desencadear ou complicar diversas outras patologias como: diabetes, dislipidemias, coronariopatias, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, disfunções respiratórias, apneia do sono, disfunções ortopédicas, colecistopatias e alguns tipos de câncer.
É preocupante sua prevalência aumentar a cada ano e por causa dos riscos que carrega, vem sendo considerada nos países desenvolvidos um problema de saúde pública.
Apesar de sua importância, seu tratamento ainda é encarado no meio leigo e médico com desprezo e desconfiança. Os médicos sentem-se a vontade em prescrever cronicamente medicamentos para controle de diversas patologias, mesmo conhecendo seus efeitos colaterais de médio e longo prazo, mas quando se trata da obesidade o receio é a regra.
A obesidade resulta de um estado crônico de balanço energético positivo, onde o ganho de energia ( calorias ) supera o gasto. Seu tratamento deve ser o reverso da medalha, ou seja, um balanço energético negativo. Para obter-se isto duas medidas são óbvias: diminuir a ingestão alimentar, através de dietas restritivas, cirurgias bariátricas ou medicamentos anorexiantes, e/ou aumentar o gasto de energia através de exercícios ou medicamentos calorinogênicos. Mais recentemente, uma nova forma de contribuir para um balanço negativo vem sendo o uso de medicamentos que diminuem a absorção de nutrientes
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